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Traço minhas memórias no papel. O seu sorriso é constante nos meus riscos. Queria que ainda fosse uma constante nos meus dias. As lembranças, por mais bonitas que sejam, me doem na alma. Cada pedaço bonito de nós parece uma facada no meu peito. A sombra de tudo que me fez paira em tudo que eu sinto. Não sei achar verdade em nada que me diz. Revejo seus atos em busca das falhas, o mínimo detalhe que prova que foi tudo mentira. Mas eu senti tudo tão real. Meu amor foi tão real. Dói saber que amei sozinha. Dói saber que me entreguei e você não foi capaz de me dar o mínimo. Tudo em meu peito dói. Meu estômago segue revirado, a ânsia de vomitar todos os meus sentimentos. Te expulsar de mim. Mas não sei se consigo. Nem sei se é certo. Eu te amei e ainda amo, apesar de tudo, e sua falta de amor não diminui o que eu senti. Mas pelo meu próprio bem, sei que você não cabe aqui. Nem eu caibo nessa sua brincadeira de amor. Você não mereceu o meu amor, mas ele já foi dado e não posso voltar atrás. Mas nós não iremos mais. Adeus.
você me causa
pequenos incêndios
em todo o peito.cr.
e se você tem a capacidade de amar
ame primeiro a si mesmo
mas esteja sempre alerta para a possibilidade de uma
derrota total
mesmo que a razão para essa derrota
pareça certa ou errada.— Charles Bukowski. Como ser um grande escritor - O amor é um cão dos diabos.